Porque não pode contar com a reforma da Segurança Social?

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Porque não pode contar com a reforma da Segurança Social?

3 min Partilhar 21 de Novembro, 2019

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É das poucas pessoas que ainda acredita que a Segurança Social vai estar cá para quando mais precisar? Pois… talvez deva ler este artigo para perceber porque não pode contar com a Segurança Social e porque tem de começar desde já a assumir as rédeas da sua vida financeira.

Não teremos exagerado?

Bem, talvez o título possa parecer algo exagerado mas apresentamo-lo de propósito. É um facto que ainda teremos alguns benefícios e que estes não irão desaparecer de um momento para o outro. No entanto, é fundamental que percebamos de vez que as necessidades de financiamento da Segurança Social vão aumentar (e com isso aumentam os impostos que vamos pagar, na típica ideia de tirar de um bolso para colocar no outro) e que os benefícios terão de ser reduzidos. Talvez ajude perceber como são calculadas as reformas em Portugal para percebermos para onde caminhamos.

Como é definida a sua pensão?

De forma resumida, podemos ter dois regimes de cálculo de pensões de reforma: os programas de benefícios definidos e os programas de contribuições definidas. Na prática, no primeiro o risco é do Estado (que tem de garantir as reformas, independentemente de tudo) e no segundo o risco é dos contribuintes (que só recebem de acordo com aquilo que pouparam). Como saberá, o sistema público é um sistema de benefícios definidos, apesar das constantes alterações às fórmulas de cálculo, e de repartição.

Em que consiste o sistema de repartição?

Num sistema de repartição, as reformas são pagas pelos trabalhadores no ativo. Assim, para a sustentabilidade do sistema é fundamental analisar:

  • A relação entre o número de trabalhadores reformados e o número de trabalhadores no ativo. De acordo com a Pordata, em 2016 por cada 100 trabalhadores no ativo eram pagas 39.3 pensões, um valor que praticamente duplicou em 20 anos.
  • A esperança média de vida, pois este indicador irá afetar claramente o ponto anterior. Como sabemos, em Portugal, temos uma população em claro envelhecimento, o que só vai agravar a relação entre o contribuinte e o beneficiário.
  • O valor dos benefícios, ou pensões a pagamento. Como não seria de estranhar, a melhoria das condições de vida e dos salários bem como a evolução da taxa de inflação, têm provocado um aumento das pensões a pagamento, quem em 2015 eram em média de €5.000/ano por pensionista. Sendo certo que este valor irá aumentar, já pensou como viver com menos de €500 por mês de pensão de velhice?

O que concluir e o que podemos fazer?

A conclusão parece evidente. O sistema público de pensões irá cada vez menos assegurar a nossa qualidade de vida na velhice. Podemos continuar a batalhar e a negar uma evidência mas o certo é que continuaremos a ter aumentos de impostos e de contribuições sociais ao mesmo tempo em que os nossos direitos irão sendo eliminados. Logo, temos forçosamente de concluir que se nada fizermos iremos ter um corte drástico na nossa qualidade de vida. Já pensou bem nisto? Já pensou nas consequências financeiras que este sistema em rutura terá para a sua vida? Ou talvez pense que estamos todos a ser alarmistas mas… não será melhor jogar pelo seguro?

Ainda vamos a tempo de nos protegermos deste cenário. Longe de assumir que é tudo mau, temos antes de assumir as rédeas da nossa vida financeira. Sim, teremos de mudar alguns hábitos de vida e teremos de encontrar formas de cortar custos para conseguir poupar dinheiro, mas ainda vamos a tempo de poupar para a reforma, existindo mesmo aplicações financeiras para esse efeito, como sendo os Planos Poupança Reforma, os fundos de pensões e os Seguros Financeiros. Irá reparar que não precisa de muito para garantir a reforma que merece!



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